E d u c A ç ã o

25/05/2009

Museu de Percurso do Negro em Porto Alegre

Viagem 311

(Foto: Portugal dos Pequenitos, Coimbra – PORTUGAL)
Capital ganhará Museu de Percurso do Negro

Fonte:  Site da Secretaria de Cultura da Prefeitura de Porto Alegre.

Dar a Porto Alegre monumentos com estética específica e que representem a
história do povo negro na Capital. Essa é a idéia do Museu de Percurso do
Negro no Centro Histórico. O contrato de financiamento de atividades entre a Unesco e o Grupo de Trabalho Angola-Janga para a execução do projeto foi
assinado na segunda quinzena de maio.

Com investimento de R$ 184,3 mil, o museu faz parte das ações de cunho
cultural do Programa Monumenta. Será composto, num primeiro momento, de quatro esculturas dispostas em diferentes pontos do Centro Histórico e de um roteiro monitorado por guias escolhidos pela Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc) e pelo movimento negro local.

A novidade é que essas esculturas serão construídas por artistas negros, de
forma coletiva, mediante um programa de oficinas. Desde 2000, o Centro de
Referência Afro-Brasileiro vem reivindicando esse projeto, tendo como base a falta de elementos que representem a cultura negra no patrimônio material
(prédios, monumentos, ruas) do centro da cidade.

*Capacitação – *O primeiro passo do projeto será a implantação de oficinas
de capacitação de artistas e monitores para a confecção das esculturas e o
estabelecimento de um roteiro da história negra no centro, tendo as
esculturas como ponto de partida. As decisões internas ao projeto serão
tomadas por um Conselho Gestor composto por representantes de oito
secretarias do município e por um conjunto de organizações do movimento
social negro em Porto Alegre. As inscrições para as oficinas devem começar
em junho.

Outras informações podem ser obtidas no Programa Monumenta, ligado à
Secretaria Municipal da Cultura, pelo telefone 3221-8373.

*Angola-Janga
*O Grupo de Trabalho Angola-Janga é uma organização não-governamental
fundada em 11 de novembro de 1988. Atua na área da educação, desenvolvendo cursos de formação e capacitação destinados a militantes do movimento negro, jovens em situação de vulnerabilidade social, entre outros. O mote da organização é a promoção da igualdade racial. Informações sobre o grupo Angola-Janga: (51) 3226-8888 e 3226-1556 ou lua.janga@gmail. com.

Viagem 319

(Foto: Portugal dos Pequenitos, Coimbra – PORTUGAL).

Patrimônio, museu e educação: interfaces com a nossa história

Filed under: Educação,Museus,Patrimônio — jspimenta @ 18:30

ELIZABETE TAMANINI* 

Fonte: A NOTÍCIA – Joinville 24 de Maio de 2009

A palavra patrimônio tem diferentes sentidos, mas o que mais significamos é que o uso deste conceito é recente na história da preservação, conservação e educação. Quando ouvida ou lida, esta palavra pode soar familiar, estranho ou distante do cotidiano de pessoas de diferentes realidades sociais. Temos observado que muitas pessoas logo associam patrimônio a coisas herdadas de família, herança, bem imóvel, valor monetário, objeto de valor e, de fato, essa relação faz certo sentido.

A origem da palavra patrimonium é latina e referia-se entre os antigos povos romanos a tudo o que pertencia ao pai, pater, ou pater famílias, pai de família. Compreendia- se a família como mulher e filhos, propriedades do senhor. A palavra patrimônio refletida acima vem de algo que herdamos de maneira paterna e familiar. A partir do século 20, a palavra incorpora na representação social relações com processos de preservação e conservação da memória coletiva e de identidade.

A memória e a identidade presentes no patrimônio podem ser negociadas e não são fenômenos que devam ser compreendidos como essências de uma pessoa ou de um grupo. A criação dos museus nacionais, no século 19 e início do século 20 foi resultado da influência econômica e política na definição do que deveria ser preservado, referenciado como patrimônio, e que simbolizasse uma identidade um país, uma nação pensando como estratégia de hegemonia social, cultural e política.

O caráter da reflexão, neste momento, caminha para o sentido e para o pertencimento do patrimônio herdado socialmente. Especialmente os museus, ainda guardam e preservam formas saudosistas, românticas, elitistas e exóticas de narrar a memória social, construindo, em muitas situações, identidades inventadas.

Quando pensamos sob uma perspectiva dialógica, recorremos ao conjunto das representações sociais para o estabelecimento de negociações, construindo, a priori, a possibilidade de se optar a respeito das memórias, das identidades que significam o patrimônio social a ser conservado.

Sejam estes elementos forjados em espaços criados oficialmente como os tradicionais museus ou espaços com novas concepções de cuidado, seleção e socialização do patrimônio como casa de cultura, espaço de referência comunitária, museu vivo, eco-museu, museu comunitário, museu integral, centro cultural, estação de memória, arquivo de referência da cultura popular, planetário a olho nu e outras experiências.

Estes espaços deverão representar a memória, identidade e cultura da comunidade onde estão inseridos. Poderão, sobretudo, promover rupturas e contribuir com a educação entendida numa dimensão humanista.

O patrimônio representado na cultura material e simbólica é resultado de um processo histórico, político e social. Por séculos, foram os museus e centros culturais que assumiram para si a concepção de conservação do patrimônio. Mas os museus e espaços de memória passam por mudanças. A pesquisa científica é a base para a construção de conhecimentos a partir de seus acervos que possuem ou escolhem como tema gerador de função social.

O desafio exige um exercício de tolerância que, na perspectiva Freiriana, revelaria, em diferentes realidades, descobertas de temas problematizadores comuns. A valorização do patrimônio só será compreendida e assumida socialmente quando construirmos relações democratizadoras em instituições culturais e educativas.

Avançamos qualitativamente na definição de políticas públicas de preservação nos últimos tempos. No Brasil, a criação do Sistema Nacional de Museus (2004), o Instituto Brasileiro de Museus (2009), a instalação de fóruns e sistemas estaduais e municipais têm contribuído para o debate em torno da problemática.

Há, ainda, vácuos no investimento da qualificação estrutural das instituições que atuam com o patrimônio e a educação. Temos muitos museus e centros de memórias que são somente depósitos. E muitas escolas continuam com muitos estudantes nas salas de aulas, mas sem compreender o sentido de apreender e educar-se.

Não se pode mais admitir tamanha disparidade entre um conceito de instituição que preserva, pesquisa, comunica e divulga e um conceito de “depósito”. Ou de uma postura educativa centrada na condição de receptores de conhecimentos já reproduzidos para o desafio da problematizaçã o de ler o mundo para transformá-lo.

*Elizabete Tamanini é professora pesquisadora, doutora em educação e cultura pela Universidade de Campinas/Unicamp. Atua há 20 anos com museus, pjrogramas de comunicação museológica e educação. É professora colaboradora da Univille e gerente de patrimônio da Fundação Cultural de Joinville.

21/05/2009

Museu Arqueológico de Araruama recebe exposição Darwin Now

Filed under: Araruama,Museus — jspimenta @ 23:46

Araruama 296JC e-mail 3766, de 21 de Maio de 2009.

Mostra fica aberta de 23 de maio a 7 de junho.

O evento, apoiado pelo British Council, faz parte das atividades do projeto Caminhos de Darwin e das celebrações internacionais em comemoração ao bicentenário de seu nascimento e ao 150º aniversário de publicação do livro A origem das espécies e a seleção natural.

A exposição explora a vida e obra do naturalista britânico e o impacto que suas idéias sobre a evolução das espécies ainda provocam.

Agendamento para grupos pelo fone: (22) 2665-4276.

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